Peter Brook – Tocando de ouvido

No fim da guerra, havia um pianista belga que se mudara para Londres. Um dia eu o visitei antes de um concerto. Ele estava praticando, sentado ao piano, sem ter notas diante de si, somente um exemplar cuidadosamente aberto do Evening News, que ele lia com satisfação. Sua filha estava sentada ao lado dele, com […]

A Música de Gurdjieff / de Hartmann – Parte 3

A força e a clareza de seu discurso emergem da intenção subjacente de falar diretamente ao íntimo do ouvinte. Um exame minucioso dos manuscritos produz uma visão reveladora: há pouquíssimas ocorrências de reescrita em qualquer um dos vários estágios da notação. Desde o primeiro ditado das melodias, passando pela harmonização e adição de ritmo, até […]

A Música de Gurdjieff / de Hartmann – Parte 2

Foi também em l919 que Gurdjieff enviou de Hartmann e sua esposa para Erivan, a capital da Armênia, onde os de Hartmann deram concertos de música europeia e das obras do compositor armênio Komitas Vardapet. Como de Hartmann descreve: O Monte Ararat estava envolto em um manto de névoa: uma visão inesquecível. Para acompanhar essa […]

A Música de Gurdjieff / de Hartmann – Parte 1

A música que Gurdjieff encontrou descende de tradições auditivas de origem antiga. Via de regra, essa música não é escrita, mas depende do conhecimento exato que o músico tem de seus movimentos melódicos característicos. Como na maioria das músicas monofônicas, um senso de harmonia está implícito nos próprios intervalos melódicos, geralmente sustentados por um drone […]

Penso que a música tem de ser tomada…

Assim, o mais próximo que chegamos de uma definição não é qualquer definição, mas a vaga sensação de que a música tem a ver com uma relação interior. A grande música nos põe em ordem; faz com que as coisas tenham sentido. Ao ouvir, sentimos uma espécie de alívio: ah, sim! é isso! Reconhecemos um […]

Trabalhar o equilíbrio das três funções: corpo, emoção e intelecto

As tensões existem no corpo, mas estão relacionadas a outras tensões: no mundo emocional, pode existir um fechamento que é um tipo de tensão; e no mundo intelectual, uma espécie de burrice também é um tipo de tensão. Pode parecer engraçado, mas o que a gente chama de burrice é uma espécie de tensão intelectual, […]

Certa vez, em Nova York, no final de agosto…

Nosso destino foi anunciado naquela manhã como Montauk, um modesto resort de praia na ponta leste de Long Island. Éramos sete, quatro meninos, três meninas, Peggy no volante durante as três horas de viagem. Todos nós observando os prédios densos da cidade darem lugar a casas de um andar, depois vislumbres de enseadas marítimas, trechos de areia, arbustos, […]

Sr. Gurdjieff incentivava as crianças…

Antes de ir, ele ergueu o pedaço de melão que havia comido pela metade e perguntou se alguém poderia limpá-lo, de forma que pudesse ser pintado – amanhã ele desejava pintar essa casca de melão e dá-la de presente a um amigo. Quem poderia prepará-la para ele? Paul disse que poderia, e o Sr. Gurdjieff […]

Em 1933 o Sr. Gurdjieff viajou para Paris…

sempre necessário pagar pelo que se recebe. Ela pediu o conselho ao Sr. Gurdjieff. Ele pensou no assunto e mandou chamar Michel. O Sr. Gurdjieff explicou ao menino, com sinceridade, sobre as finanças precárias do grupo e destacou que, assim que aportassem, ele teria que pagar contas urgentes. Michel perguntou quanto era necessário e o Sr. Gurdjieff indicou um valor. […]

A participação das crianças durante os anos de trabalho no Prieuré – 3

Tudo isso fazia com que a nossa atenção fosse colocada, por nós mesmos, em algo definido. Ao invés dela ficar solta, vagando por toda parte. Isso nos ajudava a pensar, a sentir, a nos dar conta da situação para, finalmente, compreender os “porquês” e os “como”. Era o que nos dava também a possibilidade de […]